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DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL

SUGESTÃO DE ATIVIDADE

A data foi instituída em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, no dia 18 de Abril de 1882, o visionário escritor que lutou muito para ampliar a leitura no Brasil. Até os dias atuais é reconhecido como o principal autor de livros infantis, por sua linguagem fácil e imaginativa.

1 – “Um país se faz de homens e livros” – Monteiro Lobato

Monteiro Lobato retratou como ninguém a essência da cultura brasileira em sua obra, por meio de personagens com característica regionais, evidenciando os costumes da roça e as lendas do folclore nacional.

RODA DE LEITURA

Modo de fazer:

1. Escolha uma obra de Monteiro Lobato.

2. Dilua a leitura em rodas diárias, criando suspense e despertando a curiosidade das crianças para a próxima roda.

2 – “Quem conta um conto aumenta um ponto”

Após a leitura, monte uma oficina de criação com seus alunos. Proponha que em duplas  elaborem um texto mudando ou acrescentando personagens, acontecimentos e situações à história lida. Os recontos deverão se transformar em um livro que poderá ser doado para a biblioteca da escola para que outras crianças possam perceber que também são capazes de se transformarem em autores.

Crie uma bela capa com desenhos feitos pelos alunos. Vai ficar sensacional!

Carnaval de rua

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Crédito imagem: Truhelen/Shutterstock

O Carnaval é uma importante manifestação cultural brasileira. Entre sambas-enredo, frevos, maracatus, afoxés, toadas, axés e marchinhas, diferentes ritmos nos convidam para a alegria coletiva e a brincadeira na rua.

 Primeiras ideias:

O carnaval de rua, embalado por marchinhas antigas ou criadas pelos compositores dos blocos, fica mais animado com a presença dos bonecões, herança dos imigrantes portugueses que já realizavam festas religiosas com eles na Europa, desde o Renascimento. No Brasil, as cidades de Olinda/PE, Salvador/BA, São Luís do Paraitinga/SP, São João Nepomuceno/MG, entre outras, apresentam seus tradicionais bonecos gigantes durante o Carnaval e nas festas religiosas. Com variações regionais, as esculturas com mais de três metros de altura sempre desfilam acompanhadas dos cabeções − fantasias com cabeças grandes e desproporcionais − ambos escoltados por bandas de Carnaval e instrumentos de percussão. Confeccionadas pelos próprios foliões, com massa de jornal (papel machê), cola, tintas, papéis e tecidos coloridos e uma estrutura de sustentação, as figuras ganham, por meio da imaginação popular, vida como personagens ilustres da cidade e da cultura local. Assim, o alegre cortejo é seguido de perto pelos foliões. Pergunte aos alunos se já participaram de um desfile como esse e o que conhecem sobre o Carnaval no Brasil. Anote as respostas para utilizá-las em momento oportuno. Durante a conversa, valorize as manifestações regionais mais frequentes em sua cidade. Se possível, faça a audição de ritmos distintos e apresente imagens variadas dessas manifestações populares.

 Refletindo sobre valores:

Enquanto manifestação cultural, o Carnaval carrega em si muito da nossa história. Para além dos clichês valorizados pela mídia, a festa revela nossa multiplicidade étnica, religiosa e social. Transmitido às novas gerações, tanto pela tradição oral, quanto no engajado trabalho em equipe entre pessoas mais experientes e as que desejam aprender, o festejo popular possibilita a construção de parcerias para celebrar – com formas, texturas, cores, movimento e ritmo, a diversidade cultural que nos une. Educar para a sensibilidade ética e estética envolvidas nessa manifestação cultural, assim como em tantas outras, é papel da escola. Professor(a), encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de respeito e preservação da cultura brasileira.

 Atividade coletiva:

Que tal colocar o “bloco na rua”? Pesquise em jornais, revistas e na internet, imagens e trechos de filmes do desfile dos bonecos gigantes no Carnaval de diferentes cidades. Selecione alguns para apresentar na sala de aula, explorando detalhes de caracterização dos personagens e os comentários dos alunos sobre o cortejo. Verifique se esta manifestação popular é presente na sua cidade. Em caso afirmativo, faça contato com o grupo e convide-o para visitar a escola.

Consulte seus alunos para identificar quais personagens podem ser retratados e/ou homenageados como “cabeção”. Dependendo da faixa etária, a produção do cabeção pode ser feita em pequenos grupos, em que cada aluno faz o seu ou todos realizam juntos uma peça única. Prepare com eles o esboço do personagem.

Separe o material, organize a sala e distribua as tarefas no grupo, supervisionando a elaboração das peças. Incentive a originalidade das soluções e o trabalho em equipe. Você vai precisar de saco de papel pardo ou caixa de papelão leve para sobrepor à cabeça com folga; papéis coloridos, tinta guache, pincéis, tesoura, cola etc. para caracterizar os cabeções; retalhos de tecido de chita ou outro bem colorido para as roupas ou adereços e instrumentos musicais de percussão prontos ou inventados pelos alunos.

Organize o local e o horário do cortejo na escola e, se possível, convide as famílias e leve a festa para as ruas do entorno da escola. Cuide com atenção da trilha sonora, resgatando as marchinhas dos antigos Carnavais, como por exemplo: A jardineira, Alalaô, Aurora, Cidade Maravilhosa, Me dá um dinheiro aí, Ô Abre alas, entre outras.

Convide os alunos para tocar a percussão. Vale a pena realizar um ensaio antes. Distribua as máscaras e os outros adereços aos alunos. Aproveite esta oportunidade para fazer uma integração com outras turmas e disciplinas, com as famílias e com as crianças neste cortejo saudável de foliões!

 Sistematizando:

Questione os alunos quanto às ideias iniciais sobre manifestação cultural, recorrendo às primeiras anotações da turma. Em seguida, incentive os comentários do que aprenderam sobre a experiência de organizar, preparar e vivenciar uma festa coletiva com bonecões. Encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de respeito e compreensão da cultura como expressão de um povo, bem como, para a possibilidade concreta de vivenciar momentos de alegria coletiva e saudável.

 Saiba mais

Sites

 Bonecões da cidade de Atibaia/SP –< http://www.atibaiamania.com.br/festas/folia/index.asp>

 Bonecos de Olinda – http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/

 CD Carnaval − http://www.palavracantada.com.br/

Volta às aulas

Volta às aulas

Sentir-se acolhido por todos na escola e na sala de aula faz a diferença! Este é um convite para cuidar com delicadeza do [con]tato com sua turma.

 Primeiras ideias:

Todo início de ano letivo chega carregado de expectativas pessoais, subjetividades, afetos, devaneios, visões de mundo, impaciência, maturação, reflexão, sofrimento, desejos para o futuro e a possibilidade concreta de inventar caminhos e fazer escolhas coerentes e sensíveis. Essa sensibilidade pode ser educada para perceber e considerar as necessidades do outro. Questione a turma sobre as sutilezas do ato de acolher, sem atitudes paternalistas ou superprotetoras. Permita que os alunos apresentem exemplos e situações vividas por eles. Incentive perguntas reflexivas, como: quais foram as motivações e como se sentiram na situação? Anote na lousa as respostas, destacando os aspectos atitudinais que motivaram tais ações.

 Refletindo sobre valores:

Há muitas acepções para a palavra acolhimento: maneira de receber ou de ser recebido; consideração; abrigo e hospitalidade; local seguro, refúgio etc. É sempre uma via de mão dupla! Afinal, quem acolhe também é acolhido. Nas relações interpessoais acolhemos as diferenças e as semelhanças, os afetos e os pensamentos. É curioso constatar que a percepção humana de si permanece incompleta se não puder descobrir como cada um de nós é o outro do “outro”. Como diz o poeta Arnaldo Antunes, o corpo tem alguém como recheio. E quem é esse alguém na sala de aula? De quais recheios são constituídos: sabores, aromas, imagens, cores, sonoridades, movimentos, formas, texturas, entre outros? Um universo de experiências a considerar no corpo-recipiente, que ao mesmo tempo contém e ocupa espaços. Professor(a), encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de acolhimento na turma.

 É fundamental!

Educar a sensibilidade é poder encontrar os meios para identificar e extrair das coisas suas lições. Antes de explicar, temos que aprender a sentir.

 Atividade coletiva:

O retorno à escola pode ser uma boa oportunidade para acolher as descobertas vivenciadas pela turma durante as férias. Provavelmente, todos querem contar as novidades. Convide-os a elaborar cartões-postais, registrando as cenas e as histórias que gostariam de narrar aos amigos.  Aproveite para contar a história do cartão-postal e a importância que esse tipo de correspondência tem, desde o século XIX, para viajantes em férias. Segundo o site Wikipédia, “o cartão-postal é uma simplificação da carta. Trata-se de um pequeno retângulo de papelão fino, com a intenção de circular pelo Correio sem envelope, tendo uma das faces para o endereço do destinatário, postagem do selo, mensagem do remetente e, na outra, alguma imagem”.

Providencie os cartões recortando-os em papel mais encorpado e deixe que a turma relembre os melhores momentos das férias, entre desenhos coloridos e pequenos textos. Se possível, apresente alguns postais encontrados em banca de jornal. Ao final, cada aluno apresenta, na roda de conversa, sua produção e conta com mais detalhes a experiência vivida. Incentive-os a ouvir com atenção, mantendo o respeito e a delicadeza da escuta para que todos se sintam acolhidos nesse momento. Se puder, amplie para uma exposição dos trabalhos e, quem sabe, a troca de postais entre outras turmas e escolas do bairro.

 Sistematizando

Resgate com os alunos os conceitos inicias sobre acolhimento, usando as anotações das primeiras ideias da turma. Em seguida, incentive os comentários sobre o quanto aprenderam com as experiências do outro. Direcione as reflexões para a construção de atitudes acolhedoras que tenham o objetivo de manter o bem-estar de todos.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

1. Sugestão de atividade para a sala de aula Direitos Humanos

Este é um convite para valorizar na escola o que preconiza o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos: todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

 

Primeiras ideias:

Professor(a), pergunte aos alunos sobre os significados da expressão Direitos Humanos. Será que seus alunos a conhecem? O que sabem sobre esse tema? Qual a origem da expressão Direitos humanos? Anote na lousa as respostas para comentar depois. 

 

Refletindo sobre valores

A Declaração Universal dos Direitos Humanos começou a ser pensada quando o mundo ainda sentia os efeitos da Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. Líderes mundiais decidiram complementar a promessa da comunidade internacional de nunca mais permitir atrocidades como as que haviam sido vistas na guerra e elaboraram um guia para garantir os direitos de todas as pessoas e em todos os lugares do globo. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi então assinada em 10 de dezembro de 1948 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Leia para os alunos o texto abaixo, extraído do site da ONU: 

Os Direitos Humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.

Os Direitos Humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à Educação, entre muitos outros. Todos merecem esses direitos, sem discriminação.

O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os Direitos Humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos. 

Após a leitura do texto, verifique se as concepções iniciais foram alteradas. Conhecer o contexto e a origem recente da Declaração dos Direitos Humanos ampliou a importância desse documento?  O que mudou? Conhecem alguém que esteja privado de seus direitos? Quando se sentem desrespeitados em seus direitos? Já foram desrespeitosos com alguém? Encaminhe a discussão para a necessidade de conscientização desses direitos para fazer valer a vida e a liberdade no cotidiano da escola e fora dela. 

 

Atividade coletiva:

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, composta por trinta artigos, defende a igualdade e a dignidade das pessoas. Apresente para a classe o texto completo e faça a leitura comentada de cada item. Proponha uma reflexão individual e a produção de um breve texto sobre o que cada um pode melhorar nas suas próprias ações, considerando a Declaração Universal. Em seguida, mostre a Cartilha dos Direitos dos Direitos Humanos, ilustrada por Ziraldo e produzida pelo MEC em parceria com a Unesco em 2008. Incentive os comentários dos alunos sobre as novas descobertas do tema.  

Depois da leitura, separados em duplas ou trios, os alunos podem trocar ideias e opiniões entre si sobre as situações na escola que poderiam ser resolvidas se todos soubessem de seus direitos. Qual é o artigo que aponta para essa solução? Proponha a elaboração de cartazes e histórias em quadrinhos ilustrando tais situações para incentivar, valorizar e promover os Direitos Humanos entre todos: na classe, com as outras classes e por toda a escola.

 

Sistematizando:

Para promover na escola o movimento “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos” organize uma exposição da produção dos alunos nos espaços coletivos da escola. Convide outras turmas e junte os professores e gestores para uma conversa boa sobre o tema. Se possível, amplie o convite para os pais e outras pessoas da comunidade, envolvidos em comitês de Direitos Humanos, fortalecendo o movimento para além da escola. Também se possível, divulgue no blog ou jornal da escola e do bairro.

 

 Para saber mais: 

MARINHO, Genilson. Educar em Direitos Humanos e formar para a cidadania. São Paulo: Cortez, 2012.

ROCHA, Ruth. ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. São Paulo: Salamandra, 2004.

BONASSI, Fernando. Declaração universal do moleque invocado. São Paulo, Cosac & Naify, 2001.

 

Sites indicados: 

Site da ONU no Brasil http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-os-direitos-humanos”

Texto completo da Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm

 Cartilha sobre Direitos Humanos, ilustrada por Ziraldo http://www.turminha.mpf.gov.br/multimidia/cartilhas

Vídeo sobre Direitos Humanos dublado em português http://www.youtube.com/watch?v=cs5-rbwUGQQ

Os sons e a ginga afro-brasileira

1. Comentário sobre o livro ABC Afro-brasileiro

Atitudes veladas ou preconceitos raciais declarados ainda estão presentes no nosso dia a dia. No entanto, somos um povo em cuja alma a África se manifesta cotidianamente no jeito alegre, acolhedor, festivo, guerreiro, colorido e apimentado. Negros vindos de diversas nações africanas trouxeram sua cultura e redesenharam nossa identidade. São sabores, aromas, ritmos, palavras, danças, jogos, festas expressões artísticas e religiosas que constituem o jeito de ser afro-brasileiro. A leitura do livro oferece a oportunidade de incluir no currículo escolar as manifestações culturais de origem afrodescendente e suas influências na realidade brasileira, bem como refletir sobre a luta da população negra para garantir sua inclusão em todos os setores da sociedade, temáticas fundamentais na discussão sobre Ética e Cidadania com seus alunos.

 

2. Sugestão de atividade para sala de aula 

 Os sons e a ginga afro-brasileira:

Este é um convite para descobrir e valorizar as manifestações culturais afro-brasileiras, através de sons, ritmos e danças presentes na cultura popular.  

 

Primeiras ideias:

A herança cultural dos distintos grupos étnicos africanos que chegaram ao Brasil desde o século XVII, na época escravista, marcou permanentemente nossa identidade. A palavra identidade, segundo o Dicionário Didático de Edições SM, significa “o conjunto de características ou dados que permitem individualizar, identificar ou distinguir algo”. Pode-se afirmar que a nossa identidade pessoal está justamente em nossa singularidade, naquilo que nos torna diferente do outro. Como seus alunos compreendem a noção de identidade? Ampliando a discussão, questione seus alunos sobre quais as singularidades que nos constituem enquanto nação e quais as características do povo brasileiro. Insista para que eles ampliem as respostas para além dos clichês. A multiplicidade de etnias, crenças religiosas, lugares e histórias presentes na composição do povo brasileiro revelam nosso tempero multicultural. Anote as respostas na lousa para usá-las posteriormente.

Refletindo sobre valores:  

Muitas questões sobre cultura se relacionam com questões de identidade. Quando ignoramos a identidade do outro, nossa “miopia” nos impede de pensar em solidariedade, responsabilidade e união simplesmente porque nos isolamos culturalmente e não aceitamos a diversidade. O termo cultura pode ser utilizado também como mediação de significados e valores, quando produz o sentido de saber se reconhecer, incorporando a noção de pertencimento. Segundo Stuart Hall, no livro A identidade cultural na pós-modernidade,

as culturas nacionais são compostas não apenas de instituições culturais, mas também de símbolos e representações. Uma cultura nacional é um discurso – um modo de construir sentidos que influencia e organiza tanto nossas ações quanto a concepção que temos de nós mesmo. As culturas nacionais, ao produzir sentidos sobre “a nação”, sentidos com os quais podemos nos identificar, constroem identidades. Esses sentidos estão contidos nas estórias que são contadas sobre a nação, memórias que conectam seu presente com seu passado e imagens que dela são construídas. (HALL, 2005, p. 50)

As singularidades dos vários “Brasis” que nos compõem refletem a trama cultural das tradições dos povos africanos, europeus e indígenas. Nesse sentido, trabalhar na escola com atividades da cultura popular podem desenvolver a percepção de nossa pluralidade e valorizar as identidades individuais e coletivas.

Atividade coletiva:

Sons, ritmos e muita ginga fazem parte do nosso dia a dia… São muitas as expressões artísticas africanas presentes em nossa cultura popular: Tambor de Crioula, Bumba Meu Boi do Maranhão, Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Samba do Rio de Janeiro, Jongo do Sudeste, Coco, Maracatu, Ciranda, Carnaval, Congada, Folia de Reis, entre outras… Manifestações culturais tão fascinantes que, certamente, devem ocupar também os espaços escolares porque podem inspirar ricos trabalhos cooperativos.

Professor(a), para conhecer mais sobre danças africanas, assista a alguns vídeos disponíveis na internet nos sites indicados, entre outros. Se possível, apresente para toda a turma. Junto aos alunos vamos introduzir o Jongo, dança que tem suas raízes nos saberes, ritos e crenças dos povos africanos, sobretudo os de língua bantu. Considerado patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, desde 2005, o Jongo influenciou a formação do samba. Cantado de formas diversas, possui percussão de tambores e dança coletiva dependendo da comunidade que o pratica. Por exemplo, no Jongo da Serrinha, RJ,

os dançarinos movem-se em círculo até que dois deles se dirigem ao centro da roda, espontaneamente, onde executam um solo coreográfico. Fazem-no até que outro integrante da roda substitua uma das pessoas do par solista, aproximando-se com movimentos graciosos. Assim sucedem-se os dançarinos, em entradas e saídas coordenadas por eles mesmos, com movimentos e expressões faciais e pela percepção coletiva da duração adequada de cada exibição.

Vamos praticar, no pátio ou outro espaço onde os alunos possam fazer uma grande roda. Destaque a importância da marcação com os pés e as mãos para perceber o ritmo. Use as palmas das mãos, na impossibilidade de usar tambores e outros instrumentos, apresente as duas composições abaixo e explore a expressão corporal e a repetição vocal com a turma.

 

SolistaNa minha fazenda

Tem um boi que sabe ler

Na minha fazenda

Tem um boi que sabe ler

CoroMas se você não acredita

‘Cê vai lá que você vê

 

Solista Tanta chuva que choveu

Na goteira não pingou

Tanta chuva que choveu

Coro Na goteira não pingou

Não pingou, não pingou,

Tanta chuva que choveu,

Na goteira não pingou

A roda pode se estender pelo tempo que quiserem, revezando os solistas. O grupo pode inventar passos e novas rimas para cantar. No retorno à sala de aula, solicite aos alunos comentários sobre as surpresas e descobertas sobre esse ritmo afro-brasileiro. Se houver interesse, convide-os para a pesquisarem sobre danças afro-brasileiras.  

Sistematizando:

Como sabemos, as danças são basicamente aprendidas em sociedade. Dançar, apreciar e contextualizar diferentes manifestações culturais possibilita a identificação da singularidade, a discussão sobre preconceitos e diversidade, refletindo sobre as relações étnicas com equidade e cooperação. Isabel Marques (20035, p. 56) afirma que

criar a partir de tradições dos povos possibilita um outro tipo de olhar, um olhar não complacente e ingênuo frente às contribuições das etnias e culturas que formam o povo brasileiro. Do mesmo modo, permitem-nos perceber, nos processos pessoais e coletivos de criação em dança, quais histórias carregamos, que povos representamos, que escolhas fazemos em relação a nossas vivências e atitudes em uma sociedade global.

Como são muitas e variadas as manifestações da cultura popular afro-brasileira, verifique a possibilidade de trazer representantes de alguma comunidade afrodescendente do bairro para conversar com seus alunos. Este pode ser o início de uma expedição cultural ampliada pela percepção de uma cultura nacional e cidadã.  

Para saber mais

 HALL,Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. DP&A, Rio de Janeiro, 2005

MARQUES, Isabel. Dançando na escola. Editora Cortez, São Paulo, 2005

Sites indicados

- Associação Cachuera! Para conhecer mais sobre a cultura popular, com ênfase nas manifestações das comunidades afrodescendentes do Sudeste brasileiro, particularmente de matriz bantu
http://www.cachuera.org.br/cachuerav02/index.php

- Maracatu de Baque Virado na internet,com acervo sonoro
http://maracatu.org.br/

- Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, que disponibiliza videos de canções e danças
http://www.cnfcp.gov.br/index.php

- Jongo da Serrinha
http://www.jongodaserrinha.org.br/v2/index.htm

- Coleção Percepções da Diferença, com dez volumes, produzidos pelo NEIB, Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro, da Universidade de São Paulo/USP
http://www.usp.br/neinb/?q=node/9

- Ensino Afro-Brasil: portal do Curso de Formação em História e Cultura Afro Brasileira e Africana
http://www.ensinoafrobrasil.org.br/portal/

- Fundação Pierre Verger – importante pesquisador de assuntos africanos, com acervo fotográfico
http://www.pierreverger.org
   
– A Cor da Cultura: projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre Canal Futura e outras instituições. Disponibiliza material para o professor
http://www.acordacultura.org.br/

Guerra e Paz

1.Sugestão de atividade para sala de aula 

 

Guerra e Paz

Dois grandes murais do pintor brasileiro Candido Portinari, instalados desde 1957, na sede da ONU, Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, serão os disparadores das reflexões sobre a guerra e a paz na escola e para além dela.

 

Primeiras idéias:

Professor (a) investigue junto aos alunos os significados que atribuem à palavra guerra.  Anote na lousa as respostas para comentar depois. Será que conhecem alguém que viveu uma guerra? Qual é o imaginário dos alunos sobre situações de guerra? Há diferentes tipos de guerra? O que acontece à população antes, durante e após uma guerra? Continuando o diálogo, faça o mesmo com a palavra paz. Como a identificam? Há diferentes tipos de paz? Se a paz pode ser um ‘estado de espírito’, peça que descrevam situações onde se sintam em paz.

Em seguida, apresente as diferentes acepções para as palavras guerra e paz, encontradas no dicionário. Para o substantivo paz, por exemplo, encontramos: relação entre pessoas que não estão em conflito, acordo, concórdia; ausência de problemas, de violência; armistício, estado de espírito de uma pessoa que não é perturbada por conflitos ou inquietações; calma, quietude, tranqüilidade; lugar ou momento em que não há barulho e/ou agitação; calma, sossego.

 

Sobre a guerra encontramos muitos significados, entre eles: confusão, desinteligência, fúria e rebelião; luta armada entre nações, ou entre partidos de uma mesma nacionalidade ou de etnias diferentes, com o fim de impor supremacia ou salvaguardar interesses materiais ou ideológicos; qualquer combate com ou sem armas; peleja, conflito; disputa acirrada; hostilidade; desinteligência.

 

Refletindo sobre valores

Tanto a guerra como a paz revelam a síntese das preocupações e objetivos prioritários da atuação das Nações Unidas. Afinal, porque precisamos de uma organização internacional como a ONU? E quais as contribuições pessoais que podemos oferecer para realizar a paz na sala de aula, na escola, no bairro e na cidade? E em nossa família?  Como podemos ser agentes da paz? Professor(a) encaminhe as reflexões para a valorização da realização e manutenção das ações pacíficas na escola, bem como em todos os ambientes freqüentados pelos alunos. 

 

Atividade coletiva:

Na sala de informática, leve sua turma para navegar no site Guerra e Paz – Projeto Portinari. Incentive os alunos para a observação atenta e curiosa de todos os detalhes dos dois painéis, ‘contaminados’ com a delicada poesia, as cores e formas das pinturas do artista.  Na impossibilidade de acessar a internet com todos os alunos, leve para a sala de aula, uma apresentação em Power Point ou a reprodução em papel dessas imagens. Solicite que escolham uma cena no painel Guerra e outra no painel Paz. De volta à sala de aula, convide-os a comentar as obras e as cenas escolhidas. Quais as surpresas e estranhamentos? Como perceberam as diferentes definições sobre a Guerra e a Paz na obra do artista? Quais cenas dos painéis poderiam acontecer nos dias atuais?

 

Sistematizando

Comente com os alunos que os dois painéis, após a restauração, estão preparados para uma itinerância internacional planejada para levar Guerra e Paz entre outras cidades, à Hiroshima e à Oslo, por ocasião da entrega do Prêmio Nobel da Paz. Quais as hipóteses para esse percurso? Agora, nutridos pela poesia de Portinari e as reflexões sobre situações de concórdia/conflito, calma/desinteligência, tranquilidade/violência, proponha aos alunos que elaborem painéis sobre a Guerra e a Paz, considerando as situações cotidianas vividas por eles, no contexto da sala de aula, da escola, da comunidade. Separados em pequenos grupos, podem definir as cenas, realizar os esboços e as pinturas que serão expostas em painéis maiores, se possível, na entrada da  escola.

 

 

Quer saber mais? Guerra e Paz – Projeto Portinari, com informações sobre o artista, a obra e o caderno do professor. Visite o site http://www.guerraepaz.org.br/#/oProjeto/

 

Sites indicados:

Dicionário UOL: http://www.uol.com.br/
Nações Unidas no Brasil: http://www.onu.org.br/

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