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DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL

SUGESTÃO DE ATIVIDADE

A data foi instituída em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, no dia 18 de Abril de 1882, o visionário escritor que lutou muito para ampliar a leitura no Brasil. Até os dias atuais é reconhecido como o principal autor de livros infantis, por sua linguagem fácil e imaginativa.

1 – “Um país se faz de homens e livros” – Monteiro Lobato

Monteiro Lobato retratou como ninguém a essência da cultura brasileira em sua obra, por meio de personagens com característica regionais, evidenciando os costumes da roça e as lendas do folclore nacional.

RODA DE LEITURA

Modo de fazer:

1. Escolha uma obra de Monteiro Lobato.

2. Dilua a leitura em rodas diárias, criando suspense e despertando a curiosidade das crianças para a próxima roda.

2 – “Quem conta um conto aumenta um ponto”

Após a leitura, monte uma oficina de criação com seus alunos. Proponha que em duplas  elaborem um texto mudando ou acrescentando personagens, acontecimentos e situações à história lida. Os recontos deverão se transformar em um livro que poderá ser doado para a biblioteca da escola para que outras crianças possam perceber que também são capazes de se transformarem em autores.

Crie uma bela capa com desenhos feitos pelos alunos. Vai ficar sensacional!

Carnaval de rua

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Crédito imagem: Truhelen/Shutterstock

O Carnaval é uma importante manifestação cultural brasileira. Entre sambas-enredo, frevos, maracatus, afoxés, toadas, axés e marchinhas, diferentes ritmos nos convidam para a alegria coletiva e a brincadeira na rua.

 Primeiras ideias:

O carnaval de rua, embalado por marchinhas antigas ou criadas pelos compositores dos blocos, fica mais animado com a presença dos bonecões, herança dos imigrantes portugueses que já realizavam festas religiosas com eles na Europa, desde o Renascimento. No Brasil, as cidades de Olinda/PE, Salvador/BA, São Luís do Paraitinga/SP, São João Nepomuceno/MG, entre outras, apresentam seus tradicionais bonecos gigantes durante o Carnaval e nas festas religiosas. Com variações regionais, as esculturas com mais de três metros de altura sempre desfilam acompanhadas dos cabeções − fantasias com cabeças grandes e desproporcionais − ambos escoltados por bandas de Carnaval e instrumentos de percussão. Confeccionadas pelos próprios foliões, com massa de jornal (papel machê), cola, tintas, papéis e tecidos coloridos e uma estrutura de sustentação, as figuras ganham, por meio da imaginação popular, vida como personagens ilustres da cidade e da cultura local. Assim, o alegre cortejo é seguido de perto pelos foliões. Pergunte aos alunos se já participaram de um desfile como esse e o que conhecem sobre o Carnaval no Brasil. Anote as respostas para utilizá-las em momento oportuno. Durante a conversa, valorize as manifestações regionais mais frequentes em sua cidade. Se possível, faça a audição de ritmos distintos e apresente imagens variadas dessas manifestações populares.

 Refletindo sobre valores:

Enquanto manifestação cultural, o Carnaval carrega em si muito da nossa história. Para além dos clichês valorizados pela mídia, a festa revela nossa multiplicidade étnica, religiosa e social. Transmitido às novas gerações, tanto pela tradição oral, quanto no engajado trabalho em equipe entre pessoas mais experientes e as que desejam aprender, o festejo popular possibilita a construção de parcerias para celebrar – com formas, texturas, cores, movimento e ritmo, a diversidade cultural que nos une. Educar para a sensibilidade ética e estética envolvidas nessa manifestação cultural, assim como em tantas outras, é papel da escola. Professor(a), encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de respeito e preservação da cultura brasileira.

 Atividade coletiva:

Que tal colocar o “bloco na rua”? Pesquise em jornais, revistas e na internet, imagens e trechos de filmes do desfile dos bonecos gigantes no Carnaval de diferentes cidades. Selecione alguns para apresentar na sala de aula, explorando detalhes de caracterização dos personagens e os comentários dos alunos sobre o cortejo. Verifique se esta manifestação popular é presente na sua cidade. Em caso afirmativo, faça contato com o grupo e convide-o para visitar a escola.

Consulte seus alunos para identificar quais personagens podem ser retratados e/ou homenageados como “cabeção”. Dependendo da faixa etária, a produção do cabeção pode ser feita em pequenos grupos, em que cada aluno faz o seu ou todos realizam juntos uma peça única. Prepare com eles o esboço do personagem.

Separe o material, organize a sala e distribua as tarefas no grupo, supervisionando a elaboração das peças. Incentive a originalidade das soluções e o trabalho em equipe. Você vai precisar de saco de papel pardo ou caixa de papelão leve para sobrepor à cabeça com folga; papéis coloridos, tinta guache, pincéis, tesoura, cola etc. para caracterizar os cabeções; retalhos de tecido de chita ou outro bem colorido para as roupas ou adereços e instrumentos musicais de percussão prontos ou inventados pelos alunos.

Organize o local e o horário do cortejo na escola e, se possível, convide as famílias e leve a festa para as ruas do entorno da escola. Cuide com atenção da trilha sonora, resgatando as marchinhas dos antigos Carnavais, como por exemplo: A jardineira, Alalaô, Aurora, Cidade Maravilhosa, Me dá um dinheiro aí, Ô Abre alas, entre outras.

Convide os alunos para tocar a percussão. Vale a pena realizar um ensaio antes. Distribua as máscaras e os outros adereços aos alunos. Aproveite esta oportunidade para fazer uma integração com outras turmas e disciplinas, com as famílias e com as crianças neste cortejo saudável de foliões!

 Sistematizando:

Questione os alunos quanto às ideias iniciais sobre manifestação cultural, recorrendo às primeiras anotações da turma. Em seguida, incentive os comentários do que aprenderam sobre a experiência de organizar, preparar e vivenciar uma festa coletiva com bonecões. Encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de respeito e compreensão da cultura como expressão de um povo, bem como, para a possibilidade concreta de vivenciar momentos de alegria coletiva e saudável.

 Saiba mais

Sites

 Bonecões da cidade de Atibaia/SP –< http://www.atibaiamania.com.br/festas/folia/index.asp>

 Bonecos de Olinda – http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/

 CD Carnaval − http://www.palavracantada.com.br/

Volta às aulas

Volta às aulas

Sentir-se acolhido por todos na escola e na sala de aula faz a diferença! Este é um convite para cuidar com delicadeza do [con]tato com sua turma.

 Primeiras ideias:

Todo início de ano letivo chega carregado de expectativas pessoais, subjetividades, afetos, devaneios, visões de mundo, impaciência, maturação, reflexão, sofrimento, desejos para o futuro e a possibilidade concreta de inventar caminhos e fazer escolhas coerentes e sensíveis. Essa sensibilidade pode ser educada para perceber e considerar as necessidades do outro. Questione a turma sobre as sutilezas do ato de acolher, sem atitudes paternalistas ou superprotetoras. Permita que os alunos apresentem exemplos e situações vividas por eles. Incentive perguntas reflexivas, como: quais foram as motivações e como se sentiram na situação? Anote na lousa as respostas, destacando os aspectos atitudinais que motivaram tais ações.

 Refletindo sobre valores:

Há muitas acepções para a palavra acolhimento: maneira de receber ou de ser recebido; consideração; abrigo e hospitalidade; local seguro, refúgio etc. É sempre uma via de mão dupla! Afinal, quem acolhe também é acolhido. Nas relações interpessoais acolhemos as diferenças e as semelhanças, os afetos e os pensamentos. É curioso constatar que a percepção humana de si permanece incompleta se não puder descobrir como cada um de nós é o outro do “outro”. Como diz o poeta Arnaldo Antunes, o corpo tem alguém como recheio. E quem é esse alguém na sala de aula? De quais recheios são constituídos: sabores, aromas, imagens, cores, sonoridades, movimentos, formas, texturas, entre outros? Um universo de experiências a considerar no corpo-recipiente, que ao mesmo tempo contém e ocupa espaços. Professor(a), encaminhe as reflexões para a valorização das atitudes de acolhimento na turma.

 É fundamental!

Educar a sensibilidade é poder encontrar os meios para identificar e extrair das coisas suas lições. Antes de explicar, temos que aprender a sentir.

 Atividade coletiva:

O retorno à escola pode ser uma boa oportunidade para acolher as descobertas vivenciadas pela turma durante as férias. Provavelmente, todos querem contar as novidades. Convide-os a elaborar cartões-postais, registrando as cenas e as histórias que gostariam de narrar aos amigos.  Aproveite para contar a história do cartão-postal e a importância que esse tipo de correspondência tem, desde o século XIX, para viajantes em férias. Segundo o site Wikipédia, “o cartão-postal é uma simplificação da carta. Trata-se de um pequeno retângulo de papelão fino, com a intenção de circular pelo Correio sem envelope, tendo uma das faces para o endereço do destinatário, postagem do selo, mensagem do remetente e, na outra, alguma imagem”.

Providencie os cartões recortando-os em papel mais encorpado e deixe que a turma relembre os melhores momentos das férias, entre desenhos coloridos e pequenos textos. Se possível, apresente alguns postais encontrados em banca de jornal. Ao final, cada aluno apresenta, na roda de conversa, sua produção e conta com mais detalhes a experiência vivida. Incentive-os a ouvir com atenção, mantendo o respeito e a delicadeza da escuta para que todos se sintam acolhidos nesse momento. Se puder, amplie para uma exposição dos trabalhos e, quem sabe, a troca de postais entre outras turmas e escolas do bairro.

 Sistematizando

Resgate com os alunos os conceitos inicias sobre acolhimento, usando as anotações das primeiras ideias da turma. Em seguida, incentive os comentários sobre o quanto aprenderam com as experiências do outro. Direcione as reflexões para a construção de atitudes acolhedoras que tenham o objetivo de manter o bem-estar de todos.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

1. Sugestão de atividade para a sala de aula Direitos Humanos

Este é um convite para valorizar na escola o que preconiza o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos: todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

 

Primeiras ideias:

Professor(a), pergunte aos alunos sobre os significados da expressão Direitos Humanos. Será que seus alunos a conhecem? O que sabem sobre esse tema? Qual a origem da expressão Direitos humanos? Anote na lousa as respostas para comentar depois. 

 

Refletindo sobre valores

A Declaração Universal dos Direitos Humanos começou a ser pensada quando o mundo ainda sentia os efeitos da Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. Líderes mundiais decidiram complementar a promessa da comunidade internacional de nunca mais permitir atrocidades como as que haviam sido vistas na guerra e elaboraram um guia para garantir os direitos de todas as pessoas e em todos os lugares do globo. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi então assinada em 10 de dezembro de 1948 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Leia para os alunos o texto abaixo, extraído do site da ONU: 

Os Direitos Humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.

Os Direitos Humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à Educação, entre muitos outros. Todos merecem esses direitos, sem discriminação.

O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os Direitos Humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos. 

Após a leitura do texto, verifique se as concepções iniciais foram alteradas. Conhecer o contexto e a origem recente da Declaração dos Direitos Humanos ampliou a importância desse documento?  O que mudou? Conhecem alguém que esteja privado de seus direitos? Quando se sentem desrespeitados em seus direitos? Já foram desrespeitosos com alguém? Encaminhe a discussão para a necessidade de conscientização desses direitos para fazer valer a vida e a liberdade no cotidiano da escola e fora dela. 

 

Atividade coletiva:

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, composta por trinta artigos, defende a igualdade e a dignidade das pessoas. Apresente para a classe o texto completo e faça a leitura comentada de cada item. Proponha uma reflexão individual e a produção de um breve texto sobre o que cada um pode melhorar nas suas próprias ações, considerando a Declaração Universal. Em seguida, mostre a Cartilha dos Direitos dos Direitos Humanos, ilustrada por Ziraldo e produzida pelo MEC em parceria com a Unesco em 2008. Incentive os comentários dos alunos sobre as novas descobertas do tema.  

Depois da leitura, separados em duplas ou trios, os alunos podem trocar ideias e opiniões entre si sobre as situações na escola que poderiam ser resolvidas se todos soubessem de seus direitos. Qual é o artigo que aponta para essa solução? Proponha a elaboração de cartazes e histórias em quadrinhos ilustrando tais situações para incentivar, valorizar e promover os Direitos Humanos entre todos: na classe, com as outras classes e por toda a escola.

 

Sistematizando:

Para promover na escola o movimento “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos” organize uma exposição da produção dos alunos nos espaços coletivos da escola. Convide outras turmas e junte os professores e gestores para uma conversa boa sobre o tema. Se possível, amplie o convite para os pais e outras pessoas da comunidade, envolvidos em comitês de Direitos Humanos, fortalecendo o movimento para além da escola. Também se possível, divulgue no blog ou jornal da escola e do bairro.

 

 Para saber mais: 

MARINHO, Genilson. Educar em Direitos Humanos e formar para a cidadania. São Paulo: Cortez, 2012.

ROCHA, Ruth. ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. São Paulo: Salamandra, 2004.

BONASSI, Fernando. Declaração universal do moleque invocado. São Paulo, Cosac & Naify, 2001.

 

Sites indicados: 

Site da ONU no Brasil http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-os-direitos-humanos”

Texto completo da Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm

 Cartilha sobre Direitos Humanos, ilustrada por Ziraldo http://www.turminha.mpf.gov.br/multimidia/cartilhas

Vídeo sobre Direitos Humanos dublado em português http://www.youtube.com/watch?v=cs5-rbwUGQQ

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